segunda-feira, janeiro 16, 2006

Boletim dos acontecimentos rurais

  • minha cunhada falou: "tem um lagarto na piscina". Imediatamente Marina e eu dissemos em uníssono "oh, vamos salvá-lo!" e fomos todos até lá. Ele estava com a cabeça pra fora da água, pendurado no trocitcho de (sei lá pra que serve aquilo, se é pra entrar ou sair água). Peguei-o com a redinha e o coloquei no chão. Ele ficou lá parado, em vez de sair correndo, como seria normal. Bom, já que ele ficou, ficamos lá olhando pra ele, conjecturando sobre o estado de saúde dele, e parecia que estava tudo bem. Aí eu criei coragem e passei a mão nele. Não, um dedo só. Ah, é uma delícia! E o couro dele é lindo, lindo, lindo! Dá vontade de fazer um sapato com ele, mas ele é muito pequeno, não daria nem pra um pé. E as pernas dele são macias, fofas que nem pernas de sapo. Hhahahaha sei lá, em sapo eu nunca pus a mão e nunca porei, mas devem ser assim. Então demos um pedaço de picanha que tinha sobrado do churrasco, mas ele não comeu. Saímos de perto dele e algum tempo depois ele fugiu.
  • saí da sala e pisei (descalça) numa coisa que fez créc, um barulho de folha esmagada. Eu sabia que não poderia ser uma folha porque, assim como os caralhos não falam, as folhas não andam. Era um piolho-de-cobra (aka centopéia), dos grandes. Blé, saí correndo e gritando pra lavar o pé.

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